segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Mundo É De Quem Tem CORAGEM.

O que escrevo a seguir é um discurso para mim mesma.

O que é prever o futuro, senão fabricá-lo com as próprias mãos?

Prever o futuro é moldá-lo com atitudes, inspiradas nos mais ousados sonhos. Não consigo lembrar de cabeça o nome de alguém que realizou seus sonhos sem ter, para isso, passado por todo tipo de obstáculos. E eu me encontro frente a uma antiga muralha que há anos se coloca em meu caminho. Paredes escorregadias de limo que não se deixam ser escaladas. Obstáculo. O que há do outro lado? Não sei. Mas não é do meu feitio ficar aqui, parada.

Digo isso porque há muito tempo conclui que não existe nada mais valioso do que um objetivo em mente. Um sonho, por que não? O sonho nada mais é do que uma realidade que pode assumir qualquer tamanho e forma que a gente conseguir imaginar. Se meus pensamentos conceberem uma jornada sem fim, sem objetivo aparente, ou até mesmo sem sentido, seria uma grande auto-traição não realizá-la. Não fomos dotados da capacidade de sonhar por acaso. Use-a.

Sejamos maiores. Tenhamos CORAGEM. Escrevo em maiúsculas por acreditar que essa é a única palavra que precisa realmente ficar nos olhos de quem está lendo isso. É uma luta em que ninguém vai entrar no ringue pela gente. NINGUÉM. Depender apenas dos próprios punhos é assustador, mas a cada obstáculo transposto, a gente aprende que – sempre – pode mais. O sangue que deixarmos espirrar será lembrança eterna do quão longe chegamos.

Eu sei qual é o meu futuro. Cabe a mim construí-lo.

A dor no peito daqueles que tiveram medo é infinitamente maior que a dor de quem tentou e caiu.

Enfim…

terça-feira, 1 de junho de 2010

Teu esforço na luta pra deixar de ser assunto restrito a rodinhas de conversa entre amigos prosperou.
Uma mentira deslavada aqui, um exagero acolá, uma audiência parcialmente analfabeta funcional e... PRONTO! Um factóide venenoso pra bombar os acessos! WOO HOO. Publicidade pura e aplicada para uns, ESCROTICE MENTIROSA E INACREDITÁVEL pra mim. Nem o Fluminense dos anos 90 se rebaixou tanto. Daonde veio tanta mentira? Só pode ser dauquele enorme calo no teu calcanhar onde está escrito 'A Dude nunca vai ter nada sério contigo'.
Nunca mesmo. Saltei do BARQUINHO tão logo saquei qual era a tua real intenção. Monta uma 'verdade' mais bonita, então. Pinta o quadro que elas querem olhar. Mas eu tô rasgando ele aqui.
Surpreendeu, mesmo vindo de ti.
Mas vim aqui mesmo é pra dar os parabéns! Conseguiste tudo que precisavas. Só falta mesmo mais uma foto de biquíni e sorriso, igualzinha a todas aquelas outras, muitíssima bem editada, daquelas que sintetizam todo um jeito peculiar de se viver uma vida completa. SINIIISHTRO, CÁÁRA!
Ops... eu escrevi completa? Nem tanto.
Coitada da tua Gigante. No lugar dela, te cagava-lhe a pau. Duas vezes, pra deixar de ser LÓQUE.
Tá caro me esquecer, MESMO. Mas nada que mais um bazar solidário não resolva.
E, quanto á fofoqueira, só tenho uma coisa a dizer: FALTA DE CHONGA.
Mas, vai, guri, fala por mim, que eu não agüento mais:
"DURING THE STRUGGLE
THEY WILL PUT US DOWN
BUT PLEASE LET'S NOT LOSE THIS CHANCE TO TURN THINGS AROUND
BECAUSE TONIGHT WE CAN TRULY SAY
TOGETHER WE'RE IN-VIN-CI-BLE".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Território Desconhecido.

A tua onipresença nos meus pensamentos parece ter feito o resto do mundo evanecer frente aos meus olhos. Eu consigo facilmente enxergar teu vulto sob a luz dos postes, bem como o teu reflexo ao lado do meu, nas vitrines das lojas. A TV tenta, mas não consegue abafar o som da tua voz, cujo calor provocado pela proximidade da tua boca me fez esquecer do frio que faz lá fora. No lugar de onde venho, sempre faz frio lá fora, e eu levo em alguma parte de mim a lembrança desse lugar.

A vontade de sanar esse frio me trouxe até você. E, agora, com teus passos ecoando junto aos meus, acho que não consigo mais andar sozinha. E, mesmo que eu consiga, não quero fazê-lo. Hoje eu sei como é a sensação de acordar e ver que aquele sonho antigo nada mais é do que a atual realidade.

Enfim, é mais ou menos por aí.

Putaqueopariu.

Somos só eu, você, e o resto.

E lá no lugar onde eu venho, o resto é resto. A não-solicitada opinião do resto, é opinião do resto.

O que eu posso dizer é que sempre procurei por isso, sempre esperei por isso, sempre escrevi sobre isso, sem saber o que era. E somente eu sei quanto tempo levei pra te encontrar. E hoje tenho você aqui, comigo.

Que as duas-voltas-e-meia da minha chave sempre encontrem no teu peito o mesmo intenso e inédito sentimento que me fez abrir todos esses precedentes. Eu fecho os olhos e encontro no amanhã nada menos do que a crescente proximidade do teu retorno. E somente as paredes da minha casa são testemunhas do meu sorriso.
Tem uma constelação com o teu nome. E, mesmo se não houvesse, não me vem à cabeça outro pensamento, quando eu olho pra cima.

Enquanto meus braços não são capazes de te alcançar, contento-me com a certeza de que estamos sob o mesmo céu, e com a chance de estares olhando para a mesma estrela que eu.

Por muitos dias, pensei em trocar o meu nome. Acreditava ter havido algum engano durante o meu batismo. "Eu me chamo Angústia" - pensava. Não via sentido em ser chamado de Luz, pois tudo que eu perseguia era a sombra de algo que jamais esteve lá. Acredite, é impossível procurar algo que a gente não sabe o que é. Eu parei de procurar, e te vi sentada ao meu lado na fila de espera por alguma coisa qualquer. Eu procurava alguma coisa que justificasse todas essas palavras que eu cuspo em todas as direções, sobre uma vida que eu sonhava viver. Nada foi em vão. Hoje sei que nem a mais profunda escuridão vai me impedir de enxergar teu rosto, mesmo com os olhos fechados.

Madrugadas em Ursa Maior.

Já era hora de acordar pros meus sonhos. De fechar os olhos e viver o dia que eu criei com a mente. Quando a gente encara a noite como o dia da alma, muitas coisas mudam de significado. O que pra mim eram apenas pegadas no piso do meu quarto, hoje é prova de onde estive, por onde caminhei.

Pelo sorriso que estampo no espelho, só posso dizer que estive bem longe daqui. E muitíssima bem acompanhada.




Aí acordei. Botei minha alma pra dormir.